Terça-feira, 06 de outubro de 2009.
Demissões deixam 12 mil sem aula em Várzea Grande (MT)
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Cerca de 12 mil alunos da educação infantil e ensino fundamental de Várzea Grande estão sem aula desde a sexta-feira (2). |
Cerca de 12 mil alunos da educação infantil e ensino fundamental de Várzea Grande estão sem aula desde a sexta-feira (2). A paralisação nas escolas é em decorrência da demissão de 400 funcionários realizada pela prefeitura do município. O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino de Mato Grosso (Sintep-MT) alega que dentre os que foram demitidos estão vigilantes, porteiros, merendeiras e empregados da limpeza , o que impede o funcionamento dos estabelecimentos educacionais. A Secretaria Municipal de Educação de VG determinou que sejam descontados os dias parados dos professores que aderiram à paralisação.
A presidente do Sintep-VG, Maria Aparecida Cortez, afirma que em torno de 40% das escolas estão incapacitadas de abrir as portas. "Não há, por exemplo, porteiros para vigiarem a saída das crianças. Aqueles que devem esperar pelos pais ficam sozinhos, e essa situação é mais grave ainda nas creches", expõe. Segundo Cortez, dentre os demitidos estão funcionários em licença médica e gestantes. Além disso, a professora argumenta que os trabalhadores que permaneceram no cargo estão sendo sobrecarregados. "Tem casos em que um funcionário é responsável pela limpeza de uma escola inteira, é um abuso", comenta.
O secretário municipal de Educação, Isac Nassardem, afirma que hoje a situação estará resolvida. De acordo com ele, as escolas estão realizando o levantamento de quantos funcionários são realmente necessários, pois a gestão passa por um momento de readequação fiscal. "Estamos num momento de crise, mas todas as escolas estão em condições de funcionamento". Para o gestor, não há razão para os professores estarem parados e, por conta disso, a orientação é que haja o desconto no salário daqueles que estiverem parados. Ele diz que foram detectados alguns trabalhadores na folha de pagamento que não estavam recebendo. Havia os que atuavam e outros que apenas recebiam sem trabalhar.
Fonte: Jornal Folha do Estado
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